'Acho que eu errei', diz procuradora acusada de torturar criança

Vera Lúcia afirmou que acusações contra ela são 'calúnia' e disse que tentava educar menina

Julia Baptista, da Central de Notícias,

21 de maio de 2010 | 23h28

SÃO PAULO- Em entrevista à edição desta sexta-feira, 21, do Jornal Nacional, a procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes, acusada de torturar a menina de 2 anos que estava sob sua guarda provisória, disse que não será difícil provar a sua inocência.

 

Quando perguntada se ela batia na criança, ela respondeu que isso "é uma calúnia profunda". Ela repetiu seis vezes a palavra mentira nesta resposta. "Acho que eu errei, não sou perfeita", afirmou.

 

Ela disse ainda que não reconhecia as lesões da menina em foto mostrada pela repórter.A procuradora alegou que não sabe quem provocou as lesões na criança e pediu que o culpado seja preso.

 

Sobre a adoção, ela disse que tentava educar a menina. "Falei uma vez para ela comer direito, pois derramava leite na roupa", alegou Vera Lúcia, quando questionada se fez agressões verbais.

 

Na última terça-feira, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou pedido de habeas corpus para a procuradora. Vera Lúcia se entregou à Justiça no dia 13 de maio.

 

Ela foi levada ao complexo penitenciário de Bangu, onde há celas especiais (para quem diploma de curso universitário). Ela estava foragida desde o dia 5 de maio, quando o juiz Guilherme Schilling decretou sua prisão preventiva.

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