Acidente com helicóptero continua sem explicação

O acidente com o helicóptero do Grupo Pão-de-Açúcar, onde morreram a modelo Fernanda Voguel, 22, e o piloto Ronaldo Ribeiro, 47, completou um ano no último sábado, sem que o inquérito policial fosse concluído. A queda da aeronave aconteceu no dia 27 de julho de 2001, na praia de Maresias, município de São Sebastião, no Litoral Norte Paulista. No acidente, estavam ainda o empresário João Paulo Diniz e o co-piloto Luiz Roberto Cintra, que conseguiram se salvar nadando até a praia. Segundo o delegado de São Sebastião, Leon Nascimento Ribeiro, as investigações para a conclusão do inquérito não puderam continuar, já que dependiam da emissão de vários laudos, entre eles a do Departamento de Aviação Civil, o DAC, no Rio de Janeiro.A assessoria de imprensa do DAC afirmou que o motor e os instrumentos da aeronave foram analisados e nenhuma falha mecânica foi encontrada. Ainda de acordo com o laudo, o problema pode ter sido operacional, de falha humana.Ribeiro informou também que há uma semana a polícia recebeu uma carta precatória com o depoimento da mãe da modelo, Myriam Voguel, ouvida na cidade de Itaboraí, interior do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado, as informações prestadas pela mãe de Fernanda Voguel não devem alterar em nada as investigações. "Ela falou que o casal se dava bem, que sempre ia para Maresias, não disse nada que modificasse os rumos do andamento do inquérito".Com o laudo do DAC e o depoimento da mãe da modelo, o delegado espera concluir o inquérito policial o mais breve possível. "Pedimos mais um prazo à Justiça e depois da análise dos documentos, devemos divulgar a conclusão do inquérito".

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