Acidente da TAM deve gerar inquérito criminal, diz promotor

Mário Luiz Sarrubbo diz que conclusões dependem somente de alguns dados finais da perícia

Cristina Canas

16 de fevereiro de 2008 | 16h17

O promotor da Justiça Criminal do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, disse que o inquérito referente ao acidente com o Airbus A320 da TAM, que matou 199 pessoas em julho do ano passado, no Aeroporto de Congonhas, aponta para responsabilidade criminal e deve gerar um processo. Ele não quis revelar detalhes, mas disse que os trabalhos estão adiantados, e que as conclusões dependem somente de alguns dados finais da perícia.  Veja Também: Parentes e TAM decidem sobre indenização extra-judicial   Sarrubbo afirmou também que pretende ouvir em breve, em Brasília, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu. Os parentes das vítimas do vôo TAM 3054, que estão reunidos neste final de semana em São Paulo, pela sexta vez, devem decidir ainda neste sábado se aceitam ou não a criação de uma Câmara de Conciliação para negociar, extra-judicialmente, indenizações pelo acidente. A tragédia, que matou 199 pessoas, ocorreu no dia 17 de julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.  Durante a manhã, eles ouviram representantes de órgãos públicos, como Defensoria, Procon e Procuradoria, que apresentaram parâmetros a serem usados nos acertos. Um deles seria um teto de 1.500 salários mínimos (R$ 570 mil) por família, referente a danos morais. Quanto aos danos materiais, foi proposta a inclusão de crianças de zero a 14 anos, entre outras alterações em relação aos referenciais que habitualmente são usados pela Justiça. 

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