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Acidente provocou explosão na PF de Manaus, aponta laudo

Oito das 15 bombas apreendidas pela Polícia Federal explodiram; três peritos que analisavam material morreram

Liège Albuquerque, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2009 | 18h27

Oito bombas de fabricação caseira utilizadas para pesca ilegal nos rios da região explodiram ao mesmo tempo no dia 27 de fevereiro, matando três peritos da Polícia Federal em Manaus. A constatação é do laudo pericial de 63 páginas divulgado nesta sexta-feira, 5, pelo superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes. "O que ocorreu foi um erro de avaliação dos colegas, o que pode acontecer com todo perito que trabalha com esse tipo de material", disse, descartando a hipótese de atentado.

 

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Max Augusto Neves Nunes, Maurício Barreto da Silva Júnior e Antônio Carlos de Oliveira morreram enquanto trabalhavam com 15 bombas caseiras, apreendidas em operação de rotina para coibir a pesca ilegal no Estado. A explosão destruiu totalmente o laboratório técnico-científico que ficava no segundo andar da superintendência da PF.

 

Segundo o laudo da PF, do total de explosivo dentro das 15 bombas, explodiram 6.272 quilos de pólvora (enxofre com cloreto de potássio), ou cerca de oito bombas, matando os peritos. Quatro dias após o acidente, 1.820 quilos das bombas que restavam na sala onde ocorreu a explosão foram explodidos por um robô enviado pela superintendência de Brasília.

 

Após a explosão, foi enviado para a sede da PF em Manaus um cromatógrafo, aparelho que deverá detectar explosivos dentro de materiais suspeitos apreendidos, antes do manuseio humano.

 

Sete peritos, sob a supervisão do investigador Caio Porto Ferreira foram os responsáveis pelo laudo, preparado em Brasília. Para lá, foram levados cerca de 40 fragmentos de paredes, divisórios, areia, ferramentas, máquinas fotográficas e outros detritos para análise, coletados sob a supervisão do perito Antônio Carlos Mesquita, também de Brasília. Segundo o laudo, as fotografias do material em que trabalhavam, feitas pelos próprios peritos mortos antes do acidente, ajudaram bastante na investigação.

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