Acidentes aéreos mataram 685 pessoas em 2009

Número de incidentes diminuiu ante 2008, mas total de vítimas subiu

Andrei Netto, de Paris, com EFE,

19 de fevereiro de 2010 | 09h27

Relatório a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) aponta que os 90 acidentes aéreos registrados em todo o mundo em 2009 resultaram em 685 mortes. Em 2008, houve mais acidentes (109), mas 183 mortes a menos. Dos 90 acidentes de 2009, 10 ocorreram na América Latina.

 

Se considerados apenas os aviões construídos no Ocidente, no entanto, o ano de 2009 foi o segundo na história da aviação, após 2006, com menos acidentes. Isso significa que, entre os aviões do Ocidente, um voo em cada 1,4 milhão sofreu acidente em 2009. No ano anterior, havia sido registrado um acidente a cada 1,2 milhão de voos. Em números totais, os acidentes de aviões fabricados no Ocidente foram reduzidos de 22 em 2008 para 19 em 2009.

 

Os motivos principais dos acidentes aéreos em 2009 foram erros do piloto (30%) e saídas de pista (26%), que podem significar falhas técnicas, condições meteorológicas adversas e erros de pilotos.

 

AIR FRANCE

 

Uma força-tarefa internacional participará a partir de março da terceira etapa das buscas aos destroços do voo AF-447, que caiu no Atlântico em 31 de maio de 2009, quando fazia o trajeto Rio-Paris, matando 228 pessoas.

 

A operação será comandada pelo Escritório de Investigações e Análise para a Aviação Civil (BEA), da França, com colaboração da Marinha americana, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, dos Estados Unidos, e do Instituto Leibniz de Ciências Marinhas (Geomar), da Alemanha.

 

A operação havia sido anunciada em dezembro e foi detalhada nesta semana. Estimada em 10 milhões, e financiada pela Air France e pela Airbus – fabricante da aeronave acidentada –, a nova etapa das buscas será realizada com auxílio de dois navios científicos. O norueguês Seabed Worker é capaz de transportar minissubmarinos habilitados a verificar diariamente até 5 quilômetros quadrados. O americano Anne Candies transportará sonares para localização de destroços em grandes profundidades.

 

O objetivo da operação é localizar as duas caixas-pretas do avião: a que registra os parâmetros de voo e a responsável pela gravação dos sons na cabine. "É provavelmente nossa última chance de encontrar as caixas-pretas, já que não vejo o que poderíamos fazer além disso", disse Jean-Paul Trouadec, novo diretor-presidente do BEA.

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