Ações da CGU norteiam as megaoperações da PF

Investigações feitas pela Controladoria-Geral nos principais órgãos do governo servem de base para a Polícia Federal

João Domingos, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2011 | 00h00

As auditorias e tomadas de contas especiais feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) têm dado origem a grandes operações da Polícia Federal em todo o Brasil. A Operação Sanguessuga identificou a participação de 72 parlamentares num esquema de desvio milionário de verbas do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para a compra de ambulâncias.

Foi também a partir das auditorias referentes à contratação de controladores de velocidade nas rodovias (barreiras eletrônicas e pardais) que a PF descobriu um esquema de desvio de verbas em contratos de R$ 1,6 bilhão. Como resultado, as barreiras tiveram de ser desligadas em todas as rodovias federais.

Outra auditoria especial, agora na Funasa, levou a PF a investigar contratos e licitações das unidades da fundação sediadas em Brasília, Roraima e Maranhão, com prisão de servidores públicos e empresários. O trabalho em dupla entre a CGU e a PF descobriu também irregularidades na emissão de Certificação de Imóveis Rurais (CIR) por parte do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e na criação de assentamentos.

A Operação Rapina, no Maranhão, constatou a ação de uma quadrilha formada por 51 empresas inexistentes e outras 40 que davam suporte a desvios de recursos públicos, mediante uso de notas fiscais falsas e licitações montadas envolvendo nove prefeituras.

No Rio, a Operação Telhado de Vidro constatou a ocorrência de licitações irregulares em São João da Barra e Quissamã e contratações fraudulentas de funcionários municipais terceirizados para execução do Programa de Saúde da Família e do Programa de Agentes Comunitários.

A Operação Jaleco Branco, realizada com a PF, na Bahia, apurou um esquema envolvendo servidores do INSS que, mediante recebimento de propinas, alteravam o sistema informatizado para inserir, alterar ou excluir dados que permitiam a emissão de guias pela quais empresas em débito estavam adimplentes.

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