Acordo encerra ameaça de nova greve no metrô paulista

Representantes dos metroviários de São Paulo e do Metrô chegaram hoje a um acordo prévio, em audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), pelo qual os trabalhadores aceitam a proposta de parcelar o reajuste de 18% concedido em maio pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A informação sobre o acordo prévio, ainda não assinado, foi divulgada pela assessoria do TST. A falta do pagamento do reajuste foi o motivo da greve que os metroviários fizeram na semana passada na capital paulista, afetando mais de 2,5 milhões de pessoas.Pelo acordo de hoje, a primeira parcela, de 8%, será paga imediatamente; a segunda, de 5%, será paga em 30 de janeiro de 2004; e a terceira, também de 5%, em 30 de março. O acordo não foi assinado hoje, porque ficou pendente uma reivindicação dos metroviários de um abono de 50% a ser pago em novembro.O presidente do TST, ministro Francisco Fausto, sugeriu que o abono seja substituído por pagamento de horas extras, adicional de risco de vida e aviso prévio proporcional. Os advogados do Metrô disseram que amanhã darão resposta à proposta do ministro. Se a proposta for aceita, o acordo será assinado no TST na próxima sexta-feira.

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