Acordo entre governo e PM põe fim à greve de policiais na BA

Operação padrão anunciada na segunda-feira deixou população recolhida em casa com medo da violência

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

12 Agosto 2009 | 12h36

O movimento Polícia Legal, espécie de "greve branca" ou "operação padrão" anunciada pelas associações de policiais militares da Bahia na quinta-feira passada e deflagrada na segunda-feira, 10, foi concluído no fim da noite de terça-feira, 11, durante uma reunião de emergência entre representantes do governo e da PM - quando a população de Salvador começava a sentir mais fortemente a diminuição dos PMs nas ruas. Antes que o fim da manifestação fosse anunciado, houve arrastões em bairros nobres da cidade e a população ficou recolhida em casa.

 

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Os PMs cobram do governo paridade salarial com os colegas do Distrito Federal - o que faria o salário de um soldado saltar de R$ 1,7 mil para R$ 4 mil -, a criação de um plano de carreira e melhorias diversas nas condições de trabalho.

 

A Secretaria da Segurança Pública anunciou convênio com o Detran para a realização do Curso para Condutores de Veículos de Emergência para 150 PMs que exercem a função de motoristas de viaturas, e a aquisição de 3.600 coletes balísticos.

 

Além disso, o governo garantiu que não haverá sanções administrativas, disciplinares ou criminais aos policiais militares que participaram do movimento Mas não chegou a um acordo com os manifestantes sobre outras reivindicações. Uma equipe do governo foi destacada para estudar e negociar o que é possível oferecer em termos de reajuste salarial.

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