Acordo para pagar 13º pode evitar greve de motoristas

Um acordo celebrado entre as 39 empresas de ônibus de São Paulo e o Sindicato dos Motoristas e Cobradores permitiu que parte dos empresários do setor adiasse o pagamento do 13º salário da categoria até a próxima terça-feira.Entretanto, as empresas que não pagarem até a data deverão ter suas garagens interditadas pelos funcionários, que cruzarão os braços.De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores, até o fim da tarde desta sexta, apenas 17 empresas tinham depositado o benefício nas contas dos funcionários. "Nós fizemos um acordo para o dia 3 (terça-feira). O limite é dia 3, não há mais prolongamento da data para depositar o dinheiro", disse nesta sexta o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago.Na terça-feira, a categoria se reunirá em assembléia, na sede do sindicato, para decidir uma possível paralisação nas empresas devedoras. "Até terça, o pagamento tem de entrar na conta dos funciorários", afirmou Santiago.De acordo com o presidente do Sindicato Patronal (Transurb), Sérgio Pavani, os empresários conseguiram, na última hora, dinheiro emprestado com os bancos. Ao contrário do que esperava o empresariado, a Prefeitura não indicou um banco que fizesse empréstimos a juros menores que os do mercado.Ao todo, o setor precisava de R$ 40 milhões para quitar o 13º dos funcionários. "A maior parte dos recursos veio de empréstimos em bancos", disse Pavani. "A hipótese de greve no sistema está descartada. As empresas foram emprestar dinheiro e recorreram a outras áreas."Segundo Pavani, boa parte das empresas deverão pagar o 13º ainda neste sábado - nas garagens - e a outra parte deverá depositar o benefícío até a próxima segunda-feira. Entretanto, até a tarde desta sexta, pelo menos duas empresas não tinham conseguido "sinais" de que obteriam recursos para pagar os funcionários.As viações Expresso Paulistano e Eletrobus, cujos funcionários ficaram seis dias em greve para forçar o pagamento do adiantamento salarial, ainda não tinham, até o fim da tarde desta sexta, informado ao Transurb se teriam dinheiro para pagar o 13º.Das 39 empresas do sistema, pelo menos cinco sofrem algum tipo de interferência da São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pelo gerenciamento do transporte na cidade.De acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, duas - América do Sul e Tiradentes - estão sob intervenção, e três delas - Santa Bárbara, São Judas e Parelheiros - estão sob processo de rescisão contratual.

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