Acordo pode acabar com a greve de lixeiros em São Paulo

As empresas de coleta de lixo e os lixeiros de São Paulo fecharam um acordo que pode terminar com a greve da categoria na cidade. Os trabalhadores vão receber reajuste salarial de 3,5% (eles reivindicavam 12% e as empresas ofereciam 3,11%), segundo o acordo fechado na tarde desta segunda-feira, 16, no Tribunal Regional do Trabalho da capital. Com o acordo, foi estabelecido um prazo de 90 dias para que sejam definidas outras duas reivindicações da categoria: bloqueador solar e plano de saúde gratuito. As propostas serão apreciadas pelos lixeiros em assembléia que deve ser realiza entre esta segunda e terça-feira. Prejuízos Segundo reportagem do Estado desta segunda-feira, a Prefeitura decidiu repassar às empresas de coleta todos os prejuízos sofridos com a paralisação do serviço. Desde sexta-feira, a Secretaria de Serviços incumbiu os garis (que não aderiram ao movimento) de fazerem a coleta de lixo, com o uso de 50 caminhões extras. Na noite de sexta, uma liminar concedida pela Justiça da Fazenda Pública de São Paulo já havia obrigado que 70% dos lixeiros voltassem ao trabalho. Por dia, a cidade produz entre 10 mil e 11 mil toneladas de lixo residencial e de estabelecimentos comerciais. Com a liminar e a adoção das medidas emergenciais, cerca de 80% desse montante pôde ser recolhido das ruas. A conta dos trabalhos ainda será computada pela Prefeitura e enviada para a EcoUrbis e a Loga - contratadas por R$ 10 bilhões para executar os serviços de limpeza do município até 2024. A paralisação pode ter provocado ainda um prejuízo de R$ 100 mil por dia para cada empresa. Na noite de sexta-feira, a Secretaria de Serviços conseguiu uma outra liminar na Justiça que obriga as concessionárias a cumprirem os contratos integralmente - se não seguirem as determinações judiciais, estarão sujeitas à multa. Os funcionários do serviço de limpeza reivindicavam 12% de aumento salarial, fornecimento de lanche, protetor solar e convênio médico gratuito. ?Queremos sensibilizar o segmento patronal para aumentar um pouquinho o salário e diminuir um pouco a cobrança (sobre os funcionários) do convênio?, diz Moacyr Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco). Segundo Pereira, os bairros mais afetados foram os da região central, além do Ipiranga, Jardins, Vila Mariana, Saúde e Vila Clementino. Texto ampliado às 15h34 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

16 Abril 2007 | 15h17

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