Acre proíbe queimadas, mas satélite flagra foco de calor

Uma equipe de técnicos ambientais se deslocou nesta manhã para Epitaciolândia, na fronteira do Acre com a Bolívia, para checar as dimensões de um foco de calor captado pelo satélite NOAA 12, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As queimadas estão proibidas na região Leste do Estado desde a última segunda-feira e até outubro. O objetivo da medida é evitar a tragédia de 2005 quando 300 mil hectares entre florestas e pastagens foram consumidos pelo fogo no Acre.Por recomendação do Ministério Público Estadual, as autorizações para queimadas foram suspensas pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Assim, agricultores e fazendeiros que usam fogo para preparar a terra ficam na mira do Decreto 3.179, de 1999, que impõe multa de R$ 1 mil por hectare ou área inferior. Mas os técnicos acreditam que o fogo registrado pelo satélite possa ser apenas uma carvoaria em atividade. "O satélite registra qualquer foco de calor superior a 47 graus independentemente da área", explica a agrimensora do Imac, responsável pelo monitoramento de queimadas no Estado, Laura Souza.

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