''Acredito que Carajás estará criado para as eleições de 2014''

Há quase 20 anos na Câmara, o deputado Giovanni Queiróz (PDT-PA) transformou a criação do Estado de Carajás numa bandeira de vida. Paraense por adoção, o médico mineiro não esconde a pretensão de vir a governar o futuro Estado, caso os paraenses aprovem sua criação. Em entrevista ao Estado, ele afirmou que a nova unidade da federação tem um potencial econômico extraordinário.

Giovanni Queiróz, DEPUTADO (PDT-PA), O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2011 | 00h00

Quais as vantagens para a região com o Estado de Carajás?

Temos dois laboratórios a céu aberto: Mato Grosso do Sul, criado há 33 anos, e Tocantins, há 22 anos. Os dois foram desmembrados e estão hoje em situação melhor. Tocantins era o corredor da miséria goiana.

Estudos indicam que a criação de Estados aumenta os gastos. O governo federal transferiu para o Tocantins, cinco anos depois de criado o Estado, R$ 500 milhões. O restante o Estado bancou com receita própria. A presença do Estado arrecadou e gerou produção que sustentou toda essa instrumentação necessária. Não houve despesa.

Quanto Carajás vai arrecadar?

Temos um PIB previsto de R$ 10,1 bilhões. É um PIB bom. Tapajós ficaria com R$ 4,6 bilhões. Ficaríamos com 23% da receita de ICMS do Pará.

O sr. tem pretensões de candidatar-se ao governo de Carajás?

Seria legítimo se eu tivesse pretensões de me candidatar. Acredito que outros tantos vão ter a mesma pretensão. Ainda não analisei esse aspecto. Antes quero criar o Estado. Acredito que Carajás estará criado para as eleições de 2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.