Acrimesp critica ação da PM em seqüestro de Campinas

A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) emitiu nota criticando a condução do seqüestro em Campinas, que, até as 19 horas, já dura 55 horas. Desde o meio-dia de terça-feira, um homem mantém uma família refém, após uma tentativa de assalto. Para Ademar Gomes, presidente do Conselho da Acrimesp, o fato da PM não permitir ao seqüestrador sua fuga, representa uma "série ameaça" à mulher e seus dois filhos feitos reféns. "O seqüestrador já demonstrou que é um bandido perigoso e que pode cumprir a ameaça de matar seus reféns. É o que pode acontecer se a pressão que a PM está exercendo aumentar muito e o bandido sentir-se ameaçado e acuado", declarou. O presidente da entidade pondera que permitir a fuga ao bandido aparenta ser uma solução equivocada e que atenta contra a Lei, mas o que está ocorrendo pode ser interpretado com um estado de necessidade. "Nesse caso, permitir que o bandido escape, não se caracteriza como omissão, prevaricação ou crime da autoridade policial, uma vez que a PM e a Polícia Civil têm todas as condições de seguir e rastrear sua fuga. Paralelamente, estariam sendo preservadas vidas humanas, que estão sob ameaça de arma fogo há mais de 50 horas", avaliou. A posição "irredutível" da PM, segundo Ademar Gomes, é "muito perigosa" diante do comportamento agressivo e "aparentemente nervoso" do seqüestrador. "Essa situação caracteriza o estado de necessidade e a PM deveria ter o bom senso de compreender isso", concluiu o presidente da Acrimesp.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 19h48

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