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Acrimesp insiste em transmitir julgamento de Suzane ao vivo

A Associação dos Advogados do Estado de São Paulo (Acrimesp) fez neste domingo, uma última investida para tentar garantir que o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, marcado para esta segunda-feira, seja integralmente transmitido ao vivo pelos veículos de comunicação. A Acrimesp interpôs no domingo, às 18hs, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um novo mandado de segurança com pedido de liminar no sentido de reverter a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que proibiu as transmissões, liberando a gravação de áudio e imagens apenas no início (no momento da formação do júri) e no final do julgamento (na leitura da sentença).A Acrimesp protocolou o mandato menos de uma hora depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado pedido idêntico. O ministro Nilson Naves, relator do pedido, concluiu que o STJ não tem competência para processar e julgar mandados de segurança contra atos de outros tribunais ou seus respectivos órgãos.Com o recurso ao Supremo, a Acrimesp levou a briga para abrir a transmissão ao vivo à última instância. Segundo o advogado Ademar Gomes, presidente do conselho da associação, é esperada uma decisão do Supremo ainda pela manhã, antes do início do julgamento, marcado para 13 horas.A Acrimesp tenta pela terceira vez derrubar despachos em torno de uma restrição baseada em uma portaria do TJSP editada em 1970 que proíbe qualquer tipo de transmissão ao vivo, bem como a gravação de áudio ou filmagem dos julgamentos. "É uma portaria antiga, da época da ditadura. Ao mesmo tempo, a lei 5.250, de 1967, garante a publicidade", diz Ademar Gomes, presidente do conselho da Acrimesp. A associação entende que a portaria reduz o acesso do público ao julgamento de um dos crimes que mais interesse despertou nos últimos anos. A sala do 1º Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, onde será realizado o julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos, tem apenas 150 lugares, parte dos quais estrá ocupada por jornalistas credenciados. Mas o interesse do público em acompanhar o caso é enorme. Na última sexta-feira, o site do Tribunal de Justiça entrou em colapso duas horas depois de abrir acesso às inscrições dos interessados em disputar um dos 80 lugares restantes. Mais de cinco mil pessoas acessaram o site, provocando um congestionamento. Por conta disso, o juiz do caso, Alberto Anderson Filho, autorizou que os meios de comunicação fizessem a captação de áudio e vídeo no plenário e transmitissem o sinal em tempo real. Mas a decisão foi revertida pelo TJSP, que permitiu apenas a captação parcial de imagens e áudio.

Agencia Estado,

04 de junho de 2006 | 23h47

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