Acusação vai pedir 50 anos para réus do caso Richthofen

No quarto dia do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, réus confessos do assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia, o promotor Roberto Tardelli disse que vai pedir uma pena de 50 anos de reclusão para cada um deles, 25 por cada homicídio.Tardelli disse que não acredita na anulação do julgamento pelo fato de Astrogildo Cravinhos ter abraçado o filho ontem, durante o novo interrogatório dele, como disse defesa de Suzane. "Não houve prejuízo à defesa da Suzane", disse o promotor, para quem o abraço não é motivo para anulação.Após um breve intervalo para o almoço, o julgamento foi retomado, pouco antes das 16 horas, com a leitura de mais algumas peças do processo. Na seqüência será exibido o vídeo da reconstituição do crime e serão lidas algumas matérias de jornal sobre o caso.Tardelli avalia que o dia inteiro de leitura de peças do processo não vai cansar os jurados. "Eles estão felizes por serem jurados deste júri, ninguém vai dormir, não", disse o promotor, para quem os jurados estão muito engajados com o processo, por terem "noção da dimensão histórica desse julgamento".Sobre o novo depoimento de Christian, Tardelli avaliou que o jovem se sentiu abalado após o depoimento emocionado de sua mãe, Nadja, na quarta-feira, o que o teria motivado a assumir sua culpa. O promotor não considerou prejudicial ao andamento do julgamento o fato de Christian ter ficado de mãos dadas com o promotor Nadir Campos Júnior durante seu novo depoimento, "pois o pedido foi feito pelo próprio réu ao promotor". Tardelli avaliou o caso como uma mostra do laço de confiança que se estabeleceu entre o réu e o promotor. "Foi uma situação emocional e muito forte, criou-se ali uma empatia que dificilmente se vê". O promotor ainda ressaltou que Christian é uma pessoa muito insegura. "Ele precisa de alguém, uma autoridade, para encorajá-lo", disse Tardelli.

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