Acusada de bancar túnel do PCC é presa

Ela teria ajudado facção a planejar resgate na Penitenciária 1 de Avaré

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

04 de junho de 2009 | 00h00

A Polícia Civil prendeu às 8h de ontem Cláudia Alves de Brito, de 35 anos, a Dandara, acusada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e de ser uma das tesoureiras da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), a presa também é suspeita de ter ajudado a financiar, com dinheiro da venda de entorpecentes, o túnel de 140 metros de extensão encontrado em março deste ano na Penitenciária 1 de Avaré, interior de São Paulo.Cláudia foi presa no Edifício Bahia, na Rua Helena Zerrener, 53, apartamento 205, no bairro da Liberdade, centro, numa ação conjunta entre policiais civis e promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Com ela foram apreendidos R$ 15.111,50, quatro telefones celulares, extratos de contas bancárias, além de cadernos com anotações sobre presídios, relação de presos e a contabilidade do tráfico.INVESTIGAÇÃOPoliciais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e os promotores Neudival Mascarenhas Filho, Luiz Henrique Cardoso Dal Pozo e Roberto Porto cumpriram mandados de busca e apreensão em três imóveis administrados por Cláudia. Um estava vazio e outro alugado. No terceiro apartamento Cláudia foi presa. Ela era investigada havia três meses pelo Gaeco de Bauru, interior de São Paulo. O nome dela surgiu nas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, durante as investigações sobre o túnel encontrado perto da Penitenciária 1 de Avaré. De acordo com o Ministério Público Estadual, Cláudia é ligada a Cândida Maria Santana Bispo, presa em 17 de março deste ano, sob a acusação de ser a cozinheira do grupo responsável pelas escavações do túnel.A Polícia Civil apurou que o PCC investiu R$ 600 mil para fazer o túnel e comprou, além de carros, duas casas em Avaré, uma por R$ 90 mil e outra por R$ 60 mil. O objetivo seria resgatar os líderes da facção recolhidos no presídio.Ainda segundo a Polícia Civil, Cláudia já cumpriu pena de dois anos e 6 meses por tráfico e foi libertada em fevereiro de 2008. Ela tem um filho de 27 dias e é casada com um preso da Penitenciária de Franco da Rocha.

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