Acusada de furto, pichadora sai da prisão

A "pichadora da Bienal" Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, saiu ontem à tarde da Penitenciária Feminina Sant?Anna, na zona norte da capital. Ela estava presa desde o dia 22 por suspeita de furtar DVDs de uma loja no Itaim Bibi, zona sul. No ano passado, a jovem ficou 53 dias na cadeia por pichar paredes da 28ª Bienal de Artes de São Paulo.O juiz Davi Copelatto, do Departamento de Inquérito Policial (DIPO), aceitou na segunda-feira o pedido de relaxamento da prisão feito pelo advogado da pichadora. O benefício foi estendido às duas amigas que teriam participado do crime, Rafaela Medina, de 20 anos, e Amanda Bezerra, de 22, que estavam na penitenciária e também serão soltas.A defesa de Caroline - que nega ter participado do furto - pretende pedir a anulação das acusações. O advogado Augusto de Arruda Botelho afirma que não houve crime pois os objetos não saíram da loja. "Continuo sustentando a inexistência do crime", afirmou. "Tenho de esperar a manifestação do Ministério Público (responsável por entrar com a ação), mas acredito que ela deve permanecer em liberdade e não responder a processo."Segundo Arruda, as amigas de Caroline colocaram os DVDs em uma sacola com a intenção de furtá-los, mas acabaram desistindo. Por isso, o crime não teria sido consumado. Após analisar as imagens das câmeras de segurança da loja, os policiais não concordaram com essa versão e autuaram as três em flagrante no 15º Distrito Policial (Itaim-Bibi). Mesmo que consiga se livrar do processo por furto, Caroline continuará respondendo por formação de quadrilha e deterioração de bens protegidos por lei, pela pichação na Bienal.

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