Acusado da morte de jornalista já estaria na fronteira do Paraguai

A polícia está à procura do assassino da jornalista Melyssa Martins Correa, de 23 anos, ocorrido no dia 3 deste mês. É possível que tenha sido um latrocínio, mas há suspeita de morte encomendada pelo crime organizado, para intimidar as autoridades da região de Presidente Prudente, que tem 14 presídios, concentrando uma população carcerária de cerca de 18 mil presos, entre eles chefes de facções criminosas, como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes.A polícia descobriu que o suposto assassino de Melyssa é Jurandir Lúcio dos Santos, de 39 anos. Ele estava foragido, acusado do homicídio do sem-terra José Carlos Leite, em 8 de dezembro de 2001, em Presidente Epitácio, há cerca de três anos. Consta que ele estaria em São Paulo.Antes, quando morou em Presidente Prudente, foi impressor gráfico. Tinha passagens pela polícia também por porte ilegal de arma, em Pirapozinho, e tentativa de furto, em Regente Feijó.Após supostamente matar Melyssa, Jurandir seguiu para o município vizinho de Adamantina. Parte da viagem fez com o Fiat Uno que teria roubado da jornalista, mas abandonou o carro, com problema mecânico. Pegou carona. De Adamantina foi para Três Lagoas em ônibus de carreira.Preencheu a passagem com seu nome no guichê da empresa. A polícia seguiu sua pista, e existe a possibilidade de que ele tenha ido de Três Lagoas para Campo Grande ou Ponta Porã, em área limítrofe com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

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