Acusado de ataque a ônibus é condenado a 309 anos no Rio

O presidente da Associação dos Moradores do Morro da Fé, região da Penha, zona norte do Rio, Alberto Maia da Silva, foi considerado culpado, no início da madrugada desta quarta-feira, pelas mortes de cinco pessoas, entre elas um bebê de um ano de idade, e ferimentos em outras 16 pessoas. A tragédia aconteceu no dia 29 de novembro de 2005. A decisão do júri popular foi unânime e Alberto acabou sendo condenado a 309 anos e 5 meses de prisão, mas pelo Código Penal Brasileiro, uma pessoa só pode ficar presa por no máximo 30 anos.Alberto foi o responsável pela compra da gasolina usada no ataque ao ônibus da linha 350 (Passeio/Irajá). O juiz do 2º Tribunal do Júri começou a ler o veredicto à zero hora desta quarta-feira.Os julgamentos do traficante Anderson Gonçalves dos Santos, o "Lorde", criminoso que jogou o coquetel contra o ônibus, e de Sheila Messias Nogueira, jovem que parou o coletivo, foram adiados. Os réus respondem a cinco acusações por homicídio qualificado e 16 por tentativa de homicídio. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido uma represália do traficante Anderson à ação policial que culminou com a morte do traficante conhecido como "Ciborgue", membro de sua quadrilha.

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