Acusado de esconder o corpo da ex-mulher em mala confessa crime

Rafael da Silva Lima foi preso na casa de parentes, em Pernambuco, e diz estar arrependido

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2010 | 12h54

 

RIO - Após ser preso na noite de terça-feira na casa de amigos em Vitória do Santo Antão, a 53 km da capital pernambucana, Rafael da Silva Lima, de 27 anos, confessou que matou a ex- mulher Íris Bezerra de Freitas, de 21, em "um ato de fúria", no dia 6, e pediu perdão à família da vítima. O assassino disse que abandonou o corpo dela em uma mala dois dias depois, porque estava "com muito medo". Temendo uma vingança, o pai de Rafael informou aos policiais da Divisão de Homicídios (DH) o paradeiro dele.

 

Rafael foi preso na noite de terça-feira pelo delegado titular da DH, Felipe Ettore, e dois agentes em uma ação conjunta com a polícia pernambucana. Ele não resistiu à prisão. No Rio, após a confissão, o assassino foi indiciado por homicídio triplamente qualificado: motivação fútil, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de cadáver. A pena é de 12 a 30 anos de prisão.

 

O ex-marido declarou que não estava separado de Íris, mas "apenas dando um tempo" e que ela passou a levar homens para casa. Segundo ele, após flagrar Íris com outro rapaz em casa, na Favela da Rocinha, em São Conrado (zona sul), o casal iniciou uma discussão. "Ela debochou de mim", disse Rafael aos jornalistas. Questionado sobre o que diria à sua filha de 2 anos e à família da ex-mulher, ele pediu perdão.

 

"Foi uma ato de fúria, um ato de raiva, mas aconteceu. Em peço perdão para toda a família dela, que sempre me tratou muito bem. À minha filha, eu desejo que seja feliz e siga em frente", afirmou.

 

No Rio para acompanhar o caso, a mãe da vítima chamou o ex-genro de "monstro" e disse que o crime é imperdoável. Ela anunciou que lutará na Justiça pela guarda da neta de dois anos, que está com os pais de Rafael, em Pernambuco.

 

"Minha neta não pode ficar com a família do homem que tirou a vida da mãe dela. Acho que os pais são cúmplices, pois obrigaram Íris a entregar a filha dois dias antes do crime. No meu coração, acredito que a passagem de Rafael já comprada. Desejo a ele o mesmo castigo que eu tive, ou seja, perder o contato com a filha. Não da forma brutal como ele fez, pois isto não vai trazer Íris de volta", disse Maria da Guia Bezerra de Freitas, de 56 anos.

 

Texto atualizado às 17h40.

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