Acusado de integrar máfia dos combustíveis é preso

O empresário Ricardo Daim, dono das distribuidoras de combustíveis Agropetróleo e Quest, apontado pela CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa como um dos principais integrantes da máfia de adulteração de combustíveis do Estado, foi preso hoje em São Paulo, depois de uma busca que se arrastou por mais de seis meses.A prisão preventiva de Daim foi decretada pela Justiça em setembro do ano passado, com base em documentos e denúncias apresentadas pela CPI. Desde então, Daim estava foragido. A investigação que resultou em sua prisão foi comandada pelo delegado de polícia da Assembléia Legislativa, Zaqueu Sofia, que encontrou pistas de que ele havia retornado para São Paulo, depois de seguir seu rastro até Goiânia (GO), por onde ele passou, foragido, no início deste ano.As provas materiais do envolvimento das empresas de Daim com a máfia dos combustíveis começaram a ser descobertas em agosto do ano passado. A CPI investigou que Agropetróleo funcionava como uma empresa fantasma da máfia, emitindo notas fiscais falsas para esquentar cargas roubadas e combustíveis adulterados.Convidado e depois convocado para depor na CPI, por várias vezes, Daim não compareceu. Para o relator da CPI, deputado Arnaldo Jardim (PPS), a Agropetróleo tem ramificações com várias empresas acusadas de adulteração de combustíveis e receptação de cargas roubadas. "Sua prisão vai ser fundamental para desmontar a máfia dos combustíveis em São Paulo", disse ele.

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