Acusado de liderar milícia, Batman é recapturado em operação ''pacífica''

Recapturado na noite de quarta-feira, sete meses após fugir do presídio Bangu 8 pelo portão da frente, o ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, agora ficará na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), de segurança máxima. Ontem, o homem acusado de ser um dos líderes da Liga da Justiça, considerada a maior milícia do Rio, e de cometer uma série de homicídios, sorriu ao ser apresentado aos fotógrafos. Batman foi preso sozinho, numa operação sem tiros. Havia uma semana, ele se mudara com a mulher para uma casa em Paciência, na zona oeste, onde atua a milícia. A polícia esperou Batman estar na casa para capturá-lo, segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, para não expor inocentes. "A prisão é emblemática para o Estado." Seis delegados comandaram duas equipes de 20 agentes, que ficaram de prontidão na terça-feira e na quarta. Às 20h30, um helicóptero acionou um holofote sobre a casa, forçando a rendição. Batman saiu com as mãos na cabeça e, contou o chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, agradeceu por ser preso pela Coordenadoria de Operações Especiais (Core), grupo de elite. Na casa havia 2 fuzis, 2 pistolas, 22 carregadores de fuzil, 4 granadas e 12 celulares, além de uma lista de policiais que receberiam propina. A relação será analisada "com cuidado, para que não haja injustiças", disse Turnowski. A ida de Batman para Campo Grande tem como objetivo desarticular a milícia de vez. Os chefes seriam o ex-deputado estadual Natalino Guimarães e o ex-vereador Jerônimo Guimarães, presos. O principal rival, o ex-aliado Francisco de Oliveira, o Chico Bala, segue solto.

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