Acusado de matar adolescentes em GO tinha 3 documentos de identidade

Com isso, um mandado de prisão expedido na Bahia acabou sendo ignorado

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

16 de abril de 2010 | 12h13

O pedreiro Admar Jesus da Silva, de 40 anos, acusado de matar a pauladas e golpes de enxadão e martelo seis jovens com idades de 13 a 19 anos, desaparecidos em Luziânia entre 30 de dezembro e 23 de janeiro, possuía pelo menos três registros de identidade, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

 

De acordo com a secretaria, por conta das mudanças na grafia dos nomes, além de Admar, os documentos mostravam os nomes de Adimar e Ademar. Com isso, um mandado de prisão expedido na Bahia acabou sendo ignorado.

 

Acusado de tentativa de homicídio na Bahia, o pedreiro foi beneficiado por alteração no registro de batismo quando obteve novo documento no Distrito Federal.

 

Adimar foi condenado a 14 anos de prisão (pena depois reduzida para dez anos e dez meses) por violência sexual contra duas crianças em Brasília, em 2005, mas foi posto em liberdade em 23 de novembro de 2009, após cumprir dois sextos da pena.

 

O alvará contrariou parecer de três psicólogas que o consideravam "psicopata perigoso" com "sinais de sadismo" e de "perversão sexual" e o tornavam inapto ao convívio social.

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