Acusado de matar ganhador da Mega Sena diz ser inocente

Segurança demitido pela vítima diz que estava trabalhando em uma farmácia no dia do crime

Priscila Trindade, da Central de Notícias,

08 Julho 2009 | 19h01

No terceiro dia do julgamento dos dois acusados de matar o milionário da Mega Sena René Senna, o réu Ednei Gonçalves Pereira se declarou inocente, assim como o ex-PM Anderson Silva de Sousa tinha feito na tarde de terça-feira, 7. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o depoimento dele começou às 14 horas e durou 1h50. A sessão foi interrompida às 16h25, para um intervalo.

 

No depoimento, Gonçalves disse que trabalhou na fazenda da vítima entre julho e agosto de 2006. Ele afirmou que não tinha porte de arma e que foi demitido por Senna, após se recusar a sair armado da fazenda em companhia de René.

 

Ele relatou ter aceitado a decisão de Senna porque, segundo ele, o trabalho como segurança era um "bico" e não sua fonte principal de renda. Gonçalves disse ser dono de uma farmácia, em Santa Isabel, e que além disso, trabalhava como motorista de ambulância da Prefeitura de Niterói.

 

O funcionário público confirmou também que conhece Souza há 20 anos porque ele foi seu professor de caratê. Em relação ao dia do crime, ocorrido em 7 de janeiro de 2007, um ano e meio após a vítima ter ganhado o prêmio de R$ 52 milhões, Gonçalves afirmou que estava trabalhando em uma farmácia, localizada em Santa Isabel, das 7 às 22 horas.

 

A condenação ou absolvição dos réus será decidida pelo corpo de jurados, formado por cinco mulheres e dois homens. O julgamento ainda aguarda o debate entre Marcus Rangoni, assistente de acusação contratado pela filha de René, Renata  Senna; o Ministério Público e os advogados de defesa. A previsão do TJ do Rio é que os debates durem 9 horas.

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