Acusado de matar juiz em Presidente Prudente é julgado

Após quase duas horas de atraso, começou o julgamento de João Carlos Rangel Luisi, o Jonny, um dos quatro acusados de matar o juiz Antônio José Machado Dias em 14 de março de 2003, que era juiz da Vara de Execuções Criminais e corregedor dos presídios de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Ele foi morto numa emboscada quando voltava do fórum para casa. Seu carro foi fechado por outros dois veículos e ele foi baleado. O juiz era o responsável por conceder ou negar benefícios aos presos da região, entre eles líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A sessão, que estava marcada para ocorrer a partir das 13 horas no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, teve início por volta das 15 horas por causa da falta de jurados. A juíza Lisa Livingston mandou buscar outros três jurados que faltavam para completar o quadro de 15 necessários para o sorteio do julgamento. Este será o segundo julgamento de acusados pelo crime.Em dezembro, Ronaldo Dias, o Chocolate, de 29 anos, foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado Ele foi o primeiro de sete acusados (quatro executores e três mandantes) a ser julgado. O Ministério Público Estadual sustentou a tese de que a execução foi ordenada pela cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Machado era responsável pela execução da pena e concessão de benefícios de detentos de 14 presídios.

Agencia Estado,

12 Fevereiro 2007 | 15h33

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