Acusado de matar meio-atacante Willian Morais diz que tiro foi acidental

Segundo ele, atleta reagiu a provocação e arma disparou; outros dois envolvidos confirmaram a versão

30 Abril 2011 | 16h45

SÃO PAULO - Em audiência realizada nesta sexta-feira, 29, o acusado de matar o jogador Willian Morais, meio-atacante do Corinthians que estava emprestado ao América-MG, disse que o tiro foi acidental. O suspeito foi ouvido na 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, na última audiência de instrução do caso que apura a morte do atleta.

 

DCFS, acusado de ter atirado contra William, foi o primeiro a depor. Segundo ele, não havia intenção de praticar roubo quando ele e outros dois homens abordaram o jogador, no começo de fevereiro. Na versão relatada durante a audiência, William teria partido para cima do trio.

 

Acidente

 

Ainda de acordo com DCFS, ele andava armado "por segurança", porque estava sendo ameaçado. O suspeito de matar o jogador relatou que antes do incidente, fumava maconha em um campo de futebol próximo ao local do crime, com outro homem, identificado como HSLS.

 

Ao passarem perto do local da festa, mexeram com a moça que acompanhava o atleta. Nesse momento, Willian teria tirado satisfação com ambos, segundo DCFS. Ele ainda contou que o jogador teria dado um soco no peito do outro homem, e partido para agredi-lo.

 

DCFS relatou que, neste momento, tirou a arma da cintura e pediu que o atleta se afastasse. Porém, disse, o jogador esbarrou na arma, que estava engatilhada e disparou.

 

Depois, ainda de acordo com a versão relatada pelo acusado, os dois saíram correndo para sua casa. O terceiro envolvido no crime, DCBM, teria aparecido neste momento.

 

Abordagem 

 

O acusado de disparar o tiro alegou ainda que um dos policiais, ao chegar na casa, disse que os suspeitos eram apenas dois. Mas outro policial teria determinado que o terceiro homem, DCBM, também seria levado à delegacia. Ele teria dito "vamos jogar latrocínio nesses caras".

 

Os outros dois acusados, ao prestarem depoimento, confirmaram a versão de DCFS, e os três negaram a denúncia de que teriam matado o jogador.

 

Sentença

 

Com a finalização da etapa de instrução do processo, a juíza Neide Martins determinou um prazo de cinco dias para que cada parte apresente as alegações finais. Após esse procedimento, ela dará a sentença.

 

O crime ocorreu em 6 de fevereiro, quando o atleta, de 19 anos, foi abordado por três homens, na porta de um sítio onde participava de uma festa, e baleado no peito. Os três acusados estão presos no Ceresp/ Gameleira.

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