Acusado de matar o pai, Gil Rugai será libertado

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus para o estudante Gil Rugai, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, dia 28 de março de 2004. A decisão foi tomada por maioria.Os ministros do Supremo acompanharam, por unanimidade, o voto do ministro Joaquim Barbosa, relator do habeas corpus, que indeferia o pedido de trancamento da ação penal a que o estudante responde.Ex-seminarista, Gil Rugai nega ter cometido o duplo homicídio dentro da mansão do casal, na Rua Atibaia, em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo.Gil está preso desde abril de 2004. Na cadeia, ele dá aula de religião para os outros presos e diz rezar todos os dias pela alma do pai. A arma do crime só foi encontrada, mais de um ano depois, na tubulação de esgoto do prédio onde Gil Rugai mantinha em segredo uma empresa de publicidade, concorrente à do pai, a KTM Comunicação. A empresa foi o motivo da briga entre pai e filho. Gil saiu de casa e dias depois o casal foi executado. A defesa de Gil argumenta que a arma pode ter sido ?plantada? no local por pessoas que teriam interesse em incriminá-lo.

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