Acusado de matar Tainá alega legítima defesa

Quarenta e sete dias após ter atirado na menina Tainá Alves Mendonça, Rodrigo Henrique Farrampa Guilherme, de 22 anos, apresentou pela primeira vez sua versão sobre o assassinato, ao ser interrogado nesta sexta-feira pelo juiz João Carlos Sá Moreira de Oliveira, no Fórum de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.Sem demonstrar emoção, Guilherme - que na polícia invocou o direito de só falar na Justiça - alegou que não pretendia matar e disparou em legítima defesa.Ele disse que estava no Monza com Wagner Pedro Robson, o Chicá, recém-saído da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), quando bateu na traseira de um Astra. Guilherme disse que passou a ser perseguido por três automóveis.Em seguida, foi fechado por dois veículos, e o advogado Marcos Vassiliades Pereira agarrou Chicá. Guilherme disse que pegou a arma do menor e atirou em Pereira. Garantiu ainda que Fábio Valente de Mendonça Júnior, tio de Tainá, se afastou e foi até o carro pegar uma arma.Guilherme afirmou que atirou para se defender, sem saber que ela estava no automóvel. Ele está preso desde 23 de agosto. A promotora Mildred Gonzalez Campi achou uma pessoa que reconheceu Guilherme como o homem que a assaltou. Ele nega que tivesse saído para roubar.

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