Acusado de matar Toninho do PT é ferido a tiros em bar

Flávio Mendes Claro, um dos acusados da morte do prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, levou quatro tiros à queima roupa no último dia 11. Ele dançava em um bar com uma mulher e o amante dela se enfureceu, atirando no rapaz, segundo a advogada dele, Márcia Regina Miranda. Claro confessou a autoria dos disparos contra Toninho um mês após o assassinato do prefeito, há quase um ano. Sustentou a declaração na frente de promotores e advogados. Mas voltou atrás e alegou que havia sido coagido, sob tortura de policiais, a confessar o crime. Claro será ouvido como testemunha em um inquérito aberto na Corregedoria da Polícia de São Paulo. Márcia afirmou que ele está bem e está em condições de depor. De acordo com ela, Claro não tem nenhuma revelação a fazer, dirá apenas que confessou sob pressão e tortura. A tentativa de assassinato contra Claro demorou para ser divulgada porque, segundo a polícia, ele foi identificado no boletim de ocorrência como Flávio Roberto Mendes Cunha, sem o sobrenome Claro. O inquérito na Corregedoria apura se houve coação para forçar as confissões de Claro e outros dois acusados, Anderson Rogério Davi e o então menor A.S.C.. Apura ainda porque as confissões tinham informações comuns. Davi, o primeiro suspeito preso, acusou outros três. Deles, apenas Globerson da Silva, que se apresentou à polícia, negou participação no assassinato. A advogada reafirmou que os quatro irão abrir um processo pedindo indenização ao Estado por danos morais, mas disse que o valor não foi estipulado.A audiência dos quatro deverá ocorrer em dez dias, em Campinas, conforme o delegado-corregedor Pedro Pederdella. Ele informou que os policiais acusados ainda estão sendo ouvidos e que não há prazo para a conclusão do inquérito. Os quatro suspeitos foram presos temporariamente e três liberados entre um e dois meses depois. O menor permaneceu detido por outras acusações. Seis meses depois da morte de Toninho, o crime foi atribuído pela Polícia Civil de São Paulo à quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. O processo está tramitando na Justiça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.