Acusado de participar de 'racha' vai aguardar julgamento preso

Durante o interrogatório da polícia, o acusado optou pelo silêncio; ele deve responder por homicídio doloso

Solange Spigliatti, estadao.com.br

10 Outubro 2007 | 10h49

O professor de educação física Paulo César Timponi, de 49 anos, acusado de participar do "racha" que provocou a morte de três pessoas na Ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília, vai aguardar o julgamento em uma cela do Departamento de Polícia Especializada, no Distrito Federal.   Ele se apresentou na terça-feira, 9, por volta das 19 horas, à delegacia do Lago Sul, que investiga o acidente que resultou na morte de três mulheres no fim de semana. Paulo César Timponi compareceu à delegacia, depois que o Tribunal do Júri de Brasília decretou sua prisão preventiva.   Durante o interrogatório, optou pelo silêncio. Ele deve responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O marido de uma das vítimas, Luiz Cláudio Vasconcelos, fez questão de ir à delegacia, assim que soube da prisão. "Eu vim constatar a prisão dele, e depois queria olhar para ele, para ver se ele é realmente um ser humano. Ele destruiu sonhos de três famílias", lamentou.   Luiz Cláudio Vasconcelos dirigia o veículo atingido durante o "racha". O carro de Paulo César Timponi bateu na traseira do carro onde estavam Antônia Maria de Vasconcelos, sua irmã Altair Barreto de Paiva, e a arquiteta Cíntia dos Santos Sisneiros. As três foram atiradas para fora do veículo e morreram na hora. Timponi fugiu sem prestar socorro.   O outro motorista que teria participado do "racha" já foi identificado pelo Detran, mas a sua identidade não foi divulgada para não atrapalhar o andamento das investigações. Exames da perícia confirmaram que, além de bebida alcoólica, havia cocaína e maconha no carro de Timponi. Ele já acumulava multas, a maioria por excesso de velocidade.

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