Acusado diz que prefeitura do PT é ''bando de ladrões''

"Um bando de ladrão", afirmou o empresário José Carlos Cepera em telefonema captado pelo Ministério Público no dia 5 de abril. Apontado como o líder de organização criminosa para fraude em licitações, Cepera se referia ao prefeito e ao secretariado municipal de Hortolândia, administrada pelo PT.

, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2010 | 00h00

A investigação revela que a decoração do gabinete do prefeito Angelo Perugini foi custeada por uma mesada de R$ 1.500 paga a título de propina por Cepera. Também teriam recebido "agrados" os secretários municipais de Finanças e Governo.

Nos diálogos telefônicos, Cepera se queixa de ter adiantado R$ 1 milhão a políticos e servidores e não ter tido o retorno esperado. O empresário explica a seu interlocutor o esquema de fraude - contrato para cessão de mão de obra. "O preço foi feito sobre uma quantidade de horas e agora a gente cobra do cliente uma outra quantidade de horas, que é o que te dá uma sobra de 20% a mais", diz Cepera.

O empresário afirma: "Para eles me devolverem esse R$ 1 milhão, eles iriam me pagar essa diferença de horas". E que, "como o contrato é baixo", a prefeitura ainda lhe deve "R$ 300 a R$ 400 mil". No relatório, os promotores concluem pela "descarada e vergonhosa corrupção dos referidos agentes públicos".

Em nota, a Prefeitura de Hortolândia refutou as acusações. Afirma que não possui contratos de segurança ou limpeza com as empresas investigadas. E "lamenta que a proximidade das eleições colabore para a elaboração dessas denúncias".

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