Acusado usou brutalidade para matar médica na BA, diz laudo

Rita de Cássia foi morta no dia 6 de agosto, no Recôncavo Baiano; suspeito estava em indulto de Dia dos Pais

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2009 | 15h46

A Polícia Civil baiana divulgou, no fim da manhã desta terça-feira, 25, os laudos periciais relativos ao assassinato, no dia 6, da pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, de 39 anos, no Recôncavo Baiano. Os documentos comprovam a versão do acusado pelo crime, Gilvan Cleucio de Assis, de que ele não conseguiu estuprar a vítima, mas mostram que ele agiu com grande brutalidade e que teve a intenção de matar a médica.

 

De acordo com os laudos, após tentar, sem sucesso, cometer a violência sexual, o agressor deu socos no rosto de Rita de Cássia e usou a corrente da vítima para tentar estrangulá-la. Depois, ainda atropelou a médica pelo menos duas vezes, passando, com o carro da própria vítima, sobre o corpo dela em aceleração e em marcha a ré.

 

Rita de Cássia foi rendida no estacionamento de um movimentado shopping center de Salvador e sequestrada junto com a filha de 1 ano e 8 meses. De lá, foi levada a uma estrada de terra entre Santo Amaro e São Sebastião do Passé, no recôncavo, onde foi morta. A filha foi abandonada, dentro do carro, no acostamento da BR-324, a mais movimentada rodovia baiana.

 

Flagrado pelas câmeras do sistema de segurança do shopping, Assis foi preso e confessou o crime. Ele era interno, em regime semiaberto, da Colônia Penal Lafayete Coutinho, em Salvador, e havia sido liberado para a saída temporária de Dia dos Pais.

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