Acusador de executivos de múlti depõe e entrega cheque

Após denunciar, sexta-feira, cinco executivos da multinacional Pelzer que o teriam contratado para providenciar a morte do gerente-geral da empresa em Taubaté (SP), o empresário Tosca Almeida apresentou ontem na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) um cheque da companhia, no valor de R$ 250 mil. Ele afirmou que recebeu o cheque, assinado pelo vice-presidente da Pelzer local, Johann Holtermann, e pelo diretor financeiro Marco Aurélio Panfilio, para encomendar a execução de Toshio Nakamoto.O dinheiro, segundo Almeida, seria também para que ele parasse de cobrar da Pelzer uma dívida de R$ 22 milhões, referente ao aluguel do local onde a multinacional está instalada desde 1996. Segundo a polícia, Nakamoto sabia de irregularidades na fabricação de pára-choques. "Fiquei tão assustado que fui até Itu contar pessoalmente ao dono da Indaru (empresa de cobrança para a qual trabalha) a proposta que havia recebido." Almeida disse que, então, teve a idéia de gravar as conversas. Ele afirmou que corre perigo. "Se eles encomendaram a morte de um funcionário que trabalha na empresa há 20 anos, que dirá a minha." A polícia pediu a prisão temporária de Holtermann, Panfilio e Antonio dos Reis, detidos e soltos na sexta-feira, e dos alemães Michael Lince e Martin Kunzmman, presidente mundial da Pelzer. No site da Pelzer, Kunzmann informou que não enviou mercadoria de má qualidade às montadoras. A Volkswagen disse que vai esperar a conclusão das investigações.

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