Acusados da morte de calouro negam crime

Os médicos Frederico Carlos Jaña Neto, o "Ceará", Guilherme Novita Garcia e o estudante de medicina Ary de Azevedo Marques Neto negaram hoje à juíza Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal do Júri de Pinheiros, em São Paulo, serem os autores da morte do calouro Edison Tsung Chi Hsueh, de 22 anos, durante trote em 22 de fevereiro de 1999."Ceará" afirmou ser inocente e considerou a acusação "uma barbaridade". Declarou não ter participado do trote na piscina da Associação Atlética Oswaldo Cruz.Marques Neto disse que a morte de Hsueh foi um acidente e não soube explicar o que aconteceu. Ele era o presidente da associação e repetiu que o trote não foi violento. "Estão tentando punir uma injustiça com outra injustiça."Garcia garantiu que não fez nada. "Não será punindo quatro inocentes que a Justiça vai reparar a dor da família do nosso colega morto."O também estudante de medicina Luís Eduardo Passarelli Tirico mora em Alphaville, no município de Barueri, na Grande São Paulo, e será interrogado por carta precatória no Fórum local.Os advogados Guilherme Batochio, Aloísio Lacerda de Medeiros, Ricardo Toledo Santos Filho e Ricardo Carrara Neto pretendem impetrar na próxima semana habeas-corpus no Tribunal de Justiça do Estado na tentativa de anular o processo, alegando "falta de provas."

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