Acusados da morte de peruana recorrem de pedido de prisão

A advogada Gisele de Oliveira Lima, 40 anos, entrou com um requerimento na 5ª Vara Criminal do Fórum de Rio Preto solicitando que seja negado o pedido de prisão preventiva de A.F., 23, V.M.M., 22, e A .S. P.F., 22. Os três estão presos temporariamente na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, suspeitos de envolvimento na morte da advogada peruana Jeanette Lydia Escajadillo Santillan, 29. Eles não tiveram seus nomes divulgados. A advogada foi encontrada morta com 12 tiros e, após o crime, os bandidos atearam fogo ao carro. O marido dela, C.C.C., que está desaparecido desde o dia do crime, é o principal suspeito. Segundo a advogada, a prisão temporária dos três foi pedida apenas com base em cartas do marido da advogada a um casal que já esteve preso, onde falam na contratação dos três para matar a mulher. Gisele diz que tem testemunhas que podem confirmar onde os três estavam no dia do crime. Dois deles, V.M.M. e A.S.P.F., são primários. "A delegada quer que eles fiquem presos por formação de quadrilha e alega, sem provas, que eles têm ligações com o tráfico de drogas", complementa Gisele. Outras duas pessoas estão sendo investigadas por suspeitas de ligação com o caso. O pai da advogada, o investigador de polícia peruano Eloy Scajadillo, 52, foi submetido a coleta de sangue para realização de um exame de DNA pelo Instituto Médico-Legal (IML). A análise é para que ele possa comprovar a identidade da filha, que foi confirmada inicialmente por exame da arcada dentária. O exame é a prova definitiva para que o peruano possa levar o corpo da filha para Lima, capital do Peru, onde mora a família. O resultado deve sair em 30 dias.

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