Acusados da morte de perueiro prestam depoimento

Os policiais militares Lucas da Silva Borges e Cláudio José da Fonseca, acusados do assassinato do perueiro clandestino Sidnei de Lima Advento, no ano passado, foram interrogados hoje pela juíza Jucimara Ester de Lima, da 1ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum Mário Guimarães, na Barra Funda. Os policiais repetiram o que disseram no depoimento à polícia, quando foram presos em flagrante. Reafirmaram ter reagido a uma agressão, e que atiraram em legítima defesa.No dia 4 de setembro de 2001, Advento fugiu de uma blitz que fiscais da São Paulo Transportes (SPTrans) realizavam contra perueiros em situação irregular. Com a perua lotada de passageiros, Advento foi perseguido pelos policiais militares até sua casa, na Rua Ernesto Nicolini, na Vila Joaniza. Ao chegar à casa, o perueiro escondeu-se debaixo da cama, onde foi alvejado com vários tiros. Os disparos atravessaram o colchão.Os policiais, presos em flagrante, tiveram, por quatro vezes, pedido de liberdade negado pela Justiça. No entanto, devido à última greve dos funcionários do Judiciário, foram soltos. A promotoria está solicitando à Justiça nova prisão preventiva dos acusados.O processo encontra-se em fase de instrução. No dia 8 de maio a juíza ouvirá as testemunhas. Se decidir que houve legitima defesa ela desqualificará o homicídio e julgará os réus. Caso contrário, os policiais militares serão submetidos a júri popular.

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