Acusados da morte de vereador homossexual vão a júri

O julgamento dos acusados pelo assassinato do vereador por Coqueiro Seco, na grande Maceió, Renildo dos Santos, deve começar nesta segunda, 24. O crime, que completou 13 anos em março, ganhou repercussão pela brutalidade com que ocorreu. O julgamento, confirmado pelo juiz José Braga Neto e pelo promotor do caso, Marcos Mousinho, está marcado para acontecer no 3º Tribunal do Júri, no Fórum de Justiça Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro. A previsão é que o julgamento vá até amanhã. Quatro acusados irão a julgamento: o fazendeiro e advogado José Renato Oliveira e Silva, acusado de ser o mandante; o sargento PM Luiz Marcelo Pessoa Falcão; e os soldados Paulo Jorge de Lima e Antônio Virgílio de Araújo. Há ainda um quinto acusado citado para integrar o banco dos réus que pode estar morto: o ex-soldado PM Válter da Silva. A Justiça não recebeu laudo que comprove sua morte. Válter pode ter sido assassinado em 1996, como queima de arquivo, na cidade de Xexéu, Pernambuco. O crimeHomossexual assumido, Renildo dos Santos foi assassinado no dia 10 de março de 1993, após ter sido levado à força de sua casa. O corpo do vereador foi encontrado esquartejado, com partes jogadas em locais diferentes. Dias antes, ele havia feito na Câmara Municipal de Coqueiro Seco um pronunciamento contundente contra o então prefeito Tadeu Fragoso, a quem fazia oposição.Renildo teria insinuado que Tadeu também era homossexual. O fato teria irritado a família do prefeito, incluindo seu pai, José Renato. Desde a época do crime, o julgamento já foi adiado por duas vezes. Até agora, ninguém foi punido pelo assassinato do vereador. O advogado dos acusados, José Costa, chegou a declarar que iria tentar adiar pela terceira vez o julgamento, mas desistiu da idéia. Ele vai usar a tese da falta de provas para incriminar os acusados. No entanto, defende que seus clientes tenham um julgamento justo.

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