Acusados de abuso de menores terão de trabalhar na prisão

Os quatro vereadores e o empresário, acusados de aliciamento e abuso de meninas em orgias em festas realizadas em ranchos e chácaras de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, que foram transferidos ontem para a Penitenciária 2 de Sorocaba, terão, a partir de amanhã, de trabalhar durante o tempo ocioso. Os cinco foram transferidos, por ordem judicial, porque havia a denúncia que eles estariam recebendo regalias na Cadeia de Descalvado. O trabalho, na penitenciária de Sorocaba, será das 8 às 16 horas, com uma hora de almoço. "Eles vão ser colocados para executar os vários serviços que os demais sentenciados daqui fazem", disse o diretor-substituto da penitenciária de Sorocaba, Marcelo Ferreira Macedo. Entre os serviços que os vereadores e o empresário vão executar estão os de cozinha, cultivo de plantas ornamentais e enfermaria. Ao contrário dos demais presidiários, já condenados, não terão os mesmos benefícios, ou seja, redução de um dia a cada três trabalhados. Os cinco ainda são acusados e suspeitos, não julgados e sentenciados pela Justiça. Os acusados estão como presos provisórios na Penitenciária 2 de Sorocaba, atendendo a determinação da juíza Sueli Juarez Alonso, que teve a aprovação da Secretaria de Administração Penitenciária. Embora 80% dos detentos da penitenciária tenham praticado crimes contra os costumes, eles estão em celas separadas, justamente por serem presos provisórios. regalias. Os vereadores que foram para Sorocaba são Edivaldo Biffi (PL), Luiz Gonzaga Mantovani Borceda (PSDB), Luís César Lanzoni (PTB) e João Lázaro Batista (PSDB). O empresário transferido é João Batista Pelegrini. Ficaram em Descalvado três acusados: o vereador Laércio Storti (PSDB) e os empresários Nélson da Silva e Paulo César da Silva.O garçom Walter Mafra, apontado como agenciador das meninas nas festas, continua detido em Hortolândia.

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