Acusados de castrar meninos vão a júri

O promotor de Justiça de Altamira (PA), Antonio Lopes Maurício, concluiu hoje a acusação contra quatro pessoas denunciadas como autoras de seqüestro, tortura, castração, morte e ocultação de cadáver de cinco crianças entre oito e 13 anos. Outras sete crianças, desaparecidas do município entre 1989 e 1993, também teriam sido assassinadas.As mortes, segundo alguns depoimentos contidos no processo, estariam ligadas a rituais de magia negra. Amailton Madeira Gomes, filho de rico fazendeiro da região, os médicos Césio Flávio Caldas Brandão e Anísio Ferreira de Souza, além da líder da seita Lineamento Universal Superior (LUS), Valentina de Andrade, respondem ao processo em liberdade, mas se forem condenados poderão pegar até 30 anos de cadeia.O julgamento deverá acontecer ainda neste semestre e pode ser transferido para Belém. Pela repercussão que o caso obteve no Brasil e no exterior, em Altamira não haveria condição de os réus serem julgados.Outro motivo para transferir o julgamento seriam supostas pressões que estariam ocorrendo contra testemunhas arroladas no processo e parentes das vítimas.

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