Acusados de crime em Bragança Paulista são denunciados

As promotoras Ana Maria Buoso Piovesana, Fabíola Sucasas Negrão e Kelly Cristina Álvares Fedel apresentaram nesta quarta-feira, 20, à 2ª Vara Criminal de Bragança Paulista denúncia contra o serralheiro Joabe Severino Ribeiro, 36 anos, e o eletricista Luis Fernando Pereira, 37 anos, por roubo triplamente agravado (emprego de arma de fogo, meio cruel e morte de vítimas), três latrocínios (roubo seguido de morte) consumados e uma tentativa de latrocínio duplamente agravada (emprego de arma de fogo e meio cruel). Presos na semana passada pela polícia civil de Bragança, Ribeiro e Severino foram acusados de roubar R$ 18,3 mil da loja Sinhá Moça na noite do dia 10 e incendiar um veículo com quatro pessoas dentro, na madrugada do dia 11. A ação terminou com a morte da gerente Eliana Faria da Silva, 32 anos, seu marido Leandro Donizete de Oliveira, 31 anos, e o filho do casal, Vinícius Faria de Oliveira, de 5 anos. As promotoras pediram à Justiça que a prisão preventiva dos acusados seja mantida. Após indicarem o local em que foi encontrada a faca utilizada para ameaçar as vítimas, na última sexta-feira, Ribeiro e Pereira foram transferidos para a Penitenciária II de Sorocaba. Entre os motivos alegados para a manutenção da prisão, as promotoras apontam indícios de autoria, já que "ambos confessaram e delataram um ao outro; houve reconhecimento fotográfico de Ribeiro e da voz de Pereira, parte do dinheiro roubado foi encontrada na casa do eletricista, o serralheiro está com o braço esquerdo e o rosto queimados.Além disso, segundo a Promotoria, a ação dos acusados é classificada como "hedionda, excessivamente grave e causa repulsa e intensa comoção social". As promotoras afirmaram que trata-se de dois homens "frios, calculistas e perigosos". As promotoras informaram que vão pedir de pelo menos 90 anos de reclusão em regime fechado para cada um dos acusados. No Brasil, a pena máxima em casos como esse é de 30 anos. Segundo as promotoras, o Ministério Público pode solicitar pena maior, e o juiz avaliar o pedido. O Ministério Público solicitou, ainda, certidões criminais em que constarem os nomes dos acusados, laudo de exame de corpo de delito de Luciana Dorta, laudo pericial no local do crime, laudo pericial do Pálio de Leandro Oliveira, certidão de óbito de Vinícius Oliveira, exame de corpo de delito de Luis Fernando Pereira. SobreviventeA saúde da única sobrevivente, a gerente-caixa Luciana Michele de Oliveira Dorta, 27 anos, piorou de terça para quarta-feira e seu estado foi considerado grave e instável pelo coordenador do setor de tratamento de queimaduras da Santa Casa de Limeira, onde está Luciana. Na última sexta-feira, ela passou pela primeira cirurgia na tentativa de repor o tecido das áreas queimadas. A vítima teve 70% do corpo gravemente ferido.

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