Acusados de crime em Bragança se calam em interrogatório

Acusados de queimar quatro pessoas vivas após assalto em dezembro do ano passado, o serralheiro Joabe Severino Ribeiro e o eletricista Luis Fernando Pereira não quiseram dar declarações à justiça sobre o crime que chocou Bragança Paulista. O interrogatório na tarde desta terça-feira, 23, foi antecipado a pedido da Polícia Militar por motivos de segurança, durou cinco minutos, e às 15h50 os acusados saíram do Forum escoltados pela PM. Eles estão presos no presídio de Tremembé, na capital paulista. Ribeiro e Pereira saíram sob gritos de "assassinos" de cerca de 50 moradores de Bragança e familiares das vítimas. "Só acredito na justiça de Deus, a justiça do homem é falha e protege monstros como esses", disse Magali Faria da Silva, irmã da gerente Eliana Faria da Silva, uma das quatro vítimas. Os advogados Luiz Alberto Contessa Campos e Aberico Ferreira Campos, constituídos para defender Pereira e Ribeiro, respectivamente, têm até sexta-feira para apresentar defesa prévia e os nomes das testemunhas. A promotoria já arrolou oito testemunhas de acusação. O crimeRibeiro e Severino foram presos e confessaram ter planejado o assalto à loja em que trabalhavam a gerente Eliana Faria da Silva, 32 anos, e a gerente-caixa Luciana Michele de Oliveira Dorta, 27 anos. Após levarem as funcionárias até o cofre da loja e retirarem 18,3 mil, os suspeitos levaram as duas mulheres, o marido de Eliana, Leandro Donizete de Oliveira, 31 anos, e o filho do casal, Vinícius Faria de Oliveira, de 5 anos, para uma estrada de terra. Amarradas, as vítimas foram queimadas dentro do Palio de Leandro. Luciana conseguiu se soltar e salvar Vinícius, mas tanto o menino quanto a gerente-caixa morreram dias depois. O menino tinha 90% do corpo queimado. Com 70% do corpo atingido, Luciana, passou por cirurgia na Santa Casa de Limeira, mas não resistiu.

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