Acusados de estuprar americana em van no Rio ficam calados em audiência na Justiça

Réus, que estão presos, respondem pelos crimes de estupro, roubo qualificado, extorsão, corrupção de menores e formação de quadrilha

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2013 | 16h06

 RIO - A Justiça do Rio realizou na segunda-feira, 20,  a audiência de instrução e julgamento do processo em que três jovens são acusados de estuprar uma turista americana e de agredir seu namorado francês dentro de uma van, na madrugada de 30 de março. Seguindo a orientação de seus advogados, Jonathan Froudakis de Souza, de 19 anos; Walace Aparecido Souza Silva, de 21; e Carlos Armando Costa dos Santos, também de 21, ficaram calados ao serem interrogados pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal da Capital.

Na mesma audiência, foram ouvidos anteriormente os depoimentos de seis testemunhas de acusação e duas de defesa. Os réus, que estão presos preventivamente, respondem pelos crimes de estupro, roubo qualificado, extorsão, corrupção de menores e formação de quadrilha. A previsão é que a sentença saia em dois meses.

Durante a audiência, duas adolescentes, arroladas pelo Ministério Público, contaram ter embarcado na van em Copacabana, na zona sul do Rio, e que o turista francês e a namorada americana já estavam lá dentro. Um dos acusados anunciou o assalto na altura de Botafogo, e determinou que todos os passageiros entregassem seus pertences. Em seguida, as testemunhas lembraram que, no centro da cidade, o assaltante ordenou que todos descessem da van, exceto o casal de turistas.

A inspetora da Delegacia Especial de Atendimento ao Turismo (Deat), Vanessa Combatassy, primeira a tomar depoimento dos estrangeiros após o crime, afirmou que Jonathan, que inicialmente dirigia a van, foi o primeiro a estuprar a moça. Ele teria mandado que a americana tirasse a roupa. Diante da negativa, o rapaz deu dois socos no rosto da vítima, que teve o nariz quebrado, e a violentou. Em seguida, foi a vez de Walace estuprar a estrangeira. Jonathan teria dito ao menor que também estava na van para "aproveitar também", mas ele se recusou. Segundo a inspetora, a americana ficou nua durante todo o evento criminoso.

O inspetor Jaime, também da Deat, revelou que Carlos Armando estava junto com Walace quando este foi preso. Entretanto, Carlos Armando não foi detido naquela ocasião porque, na delegacia, Jonathan dissera que seus comparsas se chamavam Walace e Tiago. Depois, através de fotos do Portal da Segurança da Polícia Civil, os investigadores constataram que o suspeito usava o nome de Tiago Felipe e, numa rede social, de Carlos Armando. Ao exibir as fotos para os turistas, Carlos Armando foi reconhecido. Em seguida, ele teve a prisão decretada.

O inspetor disse ainda que, apesar de ter se recusado a violentar a jovem, o menor envolvido no episódio bateu diversas vezes no turista francês com uma barra de ferro. O processo contra o menor foi desmembrado e ele já prestou depoimento à Vara da Infância e Juventude.

A defesa de Jonathan quis ouvir duas testemunhas de caráter. Elas declararam ao magistrado que o conheciam há muito tempo, e que ele sempre foi trabalhador. Uma delas disse ainda que ele recebeu uma boa educação da família e que nunca passou necessidade na vida, embora tenha começado a trabalhar muito cedo.

Estuprador do banheiro preso - Policiais da 4ª Delegacia de Polícia (Praça da República) prenderam Adriano William de Oliveira, de 42 anos. Ele é acusado de ter estuprado uma mulher no banheiro do metrô na estação Central do Brasil, em janeiro deste ano. O suspeito foi reconhecido pela vítima na manhã dessa terça-feira, 21. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

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