Acusados de liderar motim em RO são condenados a 400 anos de prisão

Chacina dentro de presídio resultou na morte de 27 presos, em 2002; defesa já entrou com recurso

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

07 de maio de 2010 | 07h53

Os dois acusados de liderar o motim que resultou na chacina de 27 presos em janeiro de 2002, no presídio José Mário Alves - Urso Branco, em Porto Velho, Rondônia, foram condenados a mais de 400 anos cada um, segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado.

 

O julgamento, que começou nesta quarta-feira, 5, em Porto Velho, condenou Michal Alves das Chagas (Chimalé) e Anselmo Garcia de Almeida (Fininho ou Jornal). Além deles, outros 14 detentos na época dos crimes serão levados a julgamento.

 

Chimalé teve a pena base definida em 18 anos, que multiplicados pelos número de vítimas, resultou na condenação definitiva de 486 anos de prisão em regime fechado.

 

Já Fininho, teve a pena base dosada em 16 anos e seis meses de reclusão, num total de 445 anos e seis meses de prisão em regime fechado.

 

Da decisão cabe recurso, que já foram pedidos pelas defesas. Os acusados não têm direito a aguardar essa decisão em liberdade e foram encaminhados de volta ao presídio assim que foi encerrada a sessão, próximo à meia noite desta quinta-feira.

 

De acordo com o Ministério Público, Michel Alves das Chagas (Chimalé) já era condenado a 37 anos de prisão por homicídio, latrocínio e assalto. Já Anselmo Garcia de Almeida (Fininho ou Jornal) tem 14 condenações por assalto e duas por porte ilegal de armas, que somam 101 de cadeia, dos quais ele já cumpriu nove.

Tudo o que sabemos sobre:
RondôniaPorto Velhoprisãojulgamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.