Acusados de "limpar" fichas aguardarão sentença na cadeia

Acusados de receber propina para limpar os antecedentes criminais de bandidos, dois funcionários da Polícia Civil, um da empresa de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp) e um ex-carcereiro tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. Eles deverão aguardar na cadeia a sentença do caso. A decisão foi tomada pelo juiz Marcos Alexandre Coelho Zilli, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), do Tribunal de Justiça.Dos quatro acusados, apenas um está foragido: o ex-carcereiro Joel Pereira de Jesus. Estão presos os especialistas em impressões digitais do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), da Polícia Civil, Eduardo da Costa Forzi e Ludgera Guilherme da Silva; e o funcionário da Prodesp Flávio de Souza Ramos. A decisão do juiz foi tomada após pedido feito pelo delegado Pedro Tonelli, da Corregedoria da Polícia Civil, que continua investigando o caso.O grupo é acusado de crimes contra a administração pública e de formação de quadrilha. Ludgera negou a participação nos crimes. Ramos confessou que recebia até R$ 500,00 para alterar as folhas de antecendentes dos criminosos fazendo, por exemplo, desaparecer a palavra "procurado", que consta das fichas das pessoas foragidas. Forzi disse que recebia R$ 50,00 por semana para consultar os arquivos do IIRGD e tirar cópia das fichas. O Ministério Público deve agora analisar o inquérito e decidir por quais crimes oferecerá denúncia contra os acusados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.