Acusados de mandar matar pecuarista têm prisão decretada

O empresário José Paulo de Abreu e o comerciante Claudimir Ramos, acusados de terem mandado matar o pecuarista Adilson Prestes, tiveram a prisão temporária decretada hoje pela Justiça do Pará. Os dois estão foragidos, assim como os seguranças acusados de executarem o pecuarista. Adilson Prestes vinha denunciando grilagem de terras, roubo de madeira de reservas indígenas e crimes de encomenda no sudoeste do Pará.Segundo a polícia, o empresário teria se desentendido com o pecuarista por causa da venda de uma propriedade. O comerciante também teria rixa com Prestes por causa das denúncias. A vítima chegou a ir a Belém por três vezes denunciar os crimes na Delegacia de Investigações e Operações Policiais (Dioe). O pecuarista disse várias vezes que estava marcado para morrer, pediu proteção policial, mas foi ignorado.No dia 3 de julho Adilson Prestes foi assassinado com quatro tiros. Seus irmãos Ademir e Ivanilde Prestes, além do marido dela, Aparecido de Souza, também estão jurados de morte. Ivanilde e seus familiares se recusaram a entrar para o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas (Provita), alegando que corriam o risco de ter suas terras em Novo Progresso invadidas pelos grileiros.

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