Acusados de matar garoto ficam em silêncio

Orientados por seus advogados, os policiais militares acusados de matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, há um mês, na Tijuca, zona norte do Rio, mantiveram-se calados no interrogatório realizado ontem, no 2º Tribunal do Júri do Rio. A informação foi dada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Segundo a Corte, o soldado Elias Gonçalves Neto e o cabo Willian de Paula apenas ouviram o juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez ler a denúncia. Ainda de acordo com o TJ, a má qualidade do vídeo com imagens gravadas pela câmera de um prédio impediu sua exibição na audiência. Com isso, Baldez aceitou o pedido do Ministério Público para que o DVD com as imagens seja enviado ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que deve periciá-lo para que as imagens possam ser levadas ao tribunal. Agora, os advogados de Elias e Willian tem três dias para entregar a defesa prévia. Em seguida, será marcada uma audiência para a produção de prova de acusação, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas pela promotoria. CONFUSÃO Em 6 de julho, os PMs atiraram contra o Palio Weekend em que João estava com sua mãe, a advogada Alessandra Soares, e o irmão dele, Vinícius, de 9 meses. Eles alegaram que confundiram o carro da família com um Stilo ocupado por bandidos. Ambos estão presos preventivamente, desde o dia 29. A denúncia, feita pelo Ministério Público, foi recebida pelo juiz Daniel Schiavoni Miller. "Há receio concreto de que os acusados - valendo-se de sua condição e decorrente autoridade que infundem na coletividade - venham, com o fim de adulterar a verdade, perturbar a colheita de provas."

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