Acusados de matar João Hélio podem ter pena de 30 anos

Na noite de 7 de fevereiro deste ano, cinco amigos saíram de casa para fazer um "ganho". Cometeram um crime bárbaro, que chocou o país: roubaram o carro da empresária Rosa Fernandes Vieites e arrastaram por 7 quilômetros o filho dela, João Hélio. Rosa, a filha Aline, de 14 anos, e o garoto haviam acabado de sair de um templo espírita e iam comer uma pizza. Na Rua João Vicente, em Oswaldo Cruz, na zona norte, foram abordados por três dos cinco jovens. Um deles era adolescente. João Hélio não conseguiu se soltar do cinto de segurança. O menino foi arrastado por ruas de quatro bairros. Carlos Toledo Lima, de 22 anos, seu irmão de 16 e Diego Nascimento da Silva, de 19, encontraram apenas 5 na bolsa de Rosa. Trocaram por R$ 10, que gastaram com cachorro-quente na entrada de um baile funk. Tiago de Abreu Matos, de 18 anos, e Carlos Roberto da Silva, de 21, que haviam levado os três até o local do crime, se assustaram com o anúncio do assalto. Dos cinco, só Lima já havia cumprido pena. Ele e Diego foram denunciados por latrocínio pelo Ministério Público Estadual e vão a júri. Podem ser condenados a 30 anos de prisão. Tiago, que havia prestado concurso para Polícia Militar, e Carlos Roberto respondem por roubo e por formação de quadrilha. As penas podem chegar a 18 anos. Os quatro aguardam o julgamento na prisão. O adolescente cumpre medida socioeducativa no Educandário Santo Expedito. Ele pode ficar preso por até três anos.

Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2015 | 00h00

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