Acusados de matar jornalista depõem na Justiça

A Justiça ouviu nesta os cinco acusados de participação no assassinato morte do jornalista Tim Lopes que já estão presos preventivamente. Os bandidos, da quadrilha do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de drogas, homicídio e ocultação de cadáver. O conteúdo dos interrogatórios feitos pela juíza auxiliar do 1º Tribunal do Júri, Luciana Pamplona Khair, não foi divulgado.De acordo com depoimentos prestados à polícia, Ângelo Ferreira da Silva, o Primo, levou o repórter de carro até o alto da favela da Grota, onde ele foi morto; Reinaldo Amaral de Jesus, o Cabê, e Fernando Sátyro da Silva, o Frei, assistiram à execução; Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, ajudou a torturar Lopes; e Elizeu Felício de Souza, o Zeu, comprou combustível para queimar o corpo de Lopes. Os depoimentos começaram às 10h40 e foram até as 17 horas. Os bandidos, que estão presos em carceragens diferentes, na Polinter, na Divisão Anti-Seqüestro (DAS) e em casas de custódia, chegaram separados e não falaram com a imprensa.As testemunhas de acusação serão ouvidas no dia 28. Os acusados terão de voltar ao fórum para assistir à seção. Ainda estão em liberdade, além de Elias Maluco, Renato Souza de Paula, o Ratinho, acusado de ter torturado e mutilado Tim Lopes. Os outros dois indiciados no crime, André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias, o Boizinho, morreram. No domingo, policiais da Delegacias de Roubos e Furtos de Automóveis prenderam o gerente do tráfico na favela da Grota. Luciano Martiniani da Silva, de 28 anos, que trabalhava para Elias, estava na academia de ginástica da comunidade quando foi detido. Ele não teria participado do assassinato do repórter.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2002 | 19h33

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