Acusados na Hurricane responderão por contrabando

O Ministério Público Federal aditou, no Rio, denúncia também por contrabando contra os 21 acusados de integrarem a organização criminosa desbaratada pela Operação Hurricane (Furacão, em inglês). Em Brasília, o procurador-geral da República, Antonio Fernandes Souza, havia denunciado por corrupção o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina. A nova denúncia, apresentada pelos procuradores Marcelo Freire e Orlando Monteiro da Cunha, foi informada aos réus na última quinta-feira, 26, pouco antes do interrogatório dos bicheiros Antônio Petrus Kallil, o Turcão, Aniz Abraão David, o Anísio da Beija-Flor, e Airton Guimarães Júnior, o Capitão Guimarães. Agora, 20 dos 21 réus do processo da 6ª Vara Federal - incluindo os quatro policiais federais cujas denúncias só serão apreciadas pela juíza depois de apresentadas as defesas prévias - responderão nos processo pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção (passiva ou ativa) e contrabando. A exceção é Virgílio Medina, que deixará de responder por corrupção no Rio para ser julgado por este crime no Supremo Tribunal Federal, como explicou neste domingo Freire. Para alguns advogados, os aditamentos demonstram a pressa com que as denúncias foram feitas, gerando erros. Segundo eles, o desmembramento dificultará as defesas. Na segunda-feira, 30, Nélio Machado, advogado do desembargador Ricardo Regueira, entrará com pedido de habeas-corpus no STF contra a decisão do ministro Cézar Peluso que, segundo ele, provocou uma "balbúrdia" no processo. Ele quer que os ministros da casa preservem o juízo natural de cada réu: o ministro Medina julgado no STF; os desembargadores federais, juiz do TRT de Campinas e o procurador Regional da República no STJ, e os demais réus na 6ª Vara Federal. Se o pedido não for atendido, defenderá que o processo fique só no Supremo, para não prejudicar as provas de defesa.

Agencia Estado,

29 Abril 2007 | 19h27

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