Adiado racionamento de água em São Paulo

O secretário de Estado dos Recursos Hídricos de São Paulo, Antônio Carlos Mendes Thame, adiou desta segunda para 2 de julho a decisão sobre o racionamento de água para 9 milhões de moradores da Grande São Paulo, abastecidos pelo Sistema Cantareira. A represa está com 32,2% de sua capacidade de armazenamento.O principal fator que levou ao adiamento foi a redução da velocidade de queda do nível do manancial. Até o início de junho, o esvaziamento era de 0,2 ponto porcentual por dia. Desde a semana passada, o índice caiu para 0,15.Thame disse que esse resultado é reflexo da economia de água proporcionada pelo racionamento de energia elétrica. Até 2 de julho, o secretário espera ter uma definição sobre a tendência de queda do manancial e o volume de água economizado por causa do racionamento de luz. Esses dados vão servir de base para a decisão."Os dois aspectos podem significar alguma chance de escapar do racionamento. Nutrimos alguma esperança", afirmou o secretário. Se for mantida, a atual tendência significa matematicamente uma perda de 4,5 pontos porcentuais em um mês. Isso projeta para o Sistema Cantareira um nível de 27,7% em 18 de julho.

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